A taxidermia é o método utilizado na conservação de
animais, silvestres ou domésticos, com fins científicos e didáticos. Em
Instituições de ensino e pesquisa, animais taxidermizados são utilizados em
aulas práticas e em atividades de educação ambiental. Consiste em um
método anatômico que tem como objetivo preservar a pele do animal, assim como
suas estruturas anexas, penas, pelos e escamas.

Quando pronto, o exemplar deve ser acondicionado em
uma coleção zoológica, armazenada em um local próprio, como em armários com
gavetas longas e largas. Periodicamente, devem ser feitas dedetizações para
eliminar a presença de roedores e insetos no local, preservando os animais
taxidermizados. O animal deve conter uma etiqueta com todas as informações
pertinentes, como espécie e nome científico, coletor, local de coleta, sexo e
ano.
A taxidermia ou técnica do empalhamento de animais
é um sofisticado processo onde só a pele do animal é aproveitada. O couro é
usado para "vestir" um manequim de poliuretano. No passado, porém,
não era assim. O animal era aberto, suas vísceras retiradas e, no lugar delas,
era colocado algodão, juta ou palha - daí a palavra empalhamento. O manequim de
poliuretano começou a ser usado nos anos 50 e oferece duas vantagens: é mais
resistente ao ataque de insetos e possui uma anatomia idêntica à do bicho.
"Em tese, animais taxidermizados dessa forma duram para sempre. Mesmo com
as técnicas mais rudimentares já existem animais com 300 anos", diz o
taxidermista Luiz Carlos Mendes Antunes, do Museu de Zoologia da USP.

Técnicas de
taxidermia
*Taxidermia Científica, destina-se
a estudos e coleções científicas, usadas por pesquisadores, nesta técnica não
existe preocupação com a reprodução da posição e expressão do animal, mas sim
com a conservação da pele e crânio para identificação da espécie.
*Taxidermia Artística, técnica destinada
à preparação de exemplares para exposição, levando-se em conta a aparência
natural do animal, suas expressões e anatomia natural como: tamanho, postura e
musculatura.
*Taxidermia Curtume, destinado ao
curtimento de peles de animais para fins decorativos ou comerciais, fabricação
de tapetes, bolsas, sapatos, etc.
O taxidermia de um
animal deve começar até 24 horas após sua morte. Depois desse tempo sua carne
começa a apodrecer.
2. Em seguida, com
uma fita métrica, o taxidermista tira as principais medidas do animal, como a
circunferência do abdome, o comprimento total do nariz à cauda, a largura da
cabeça e a distância do nariz ao olho, entre outras;
3. Com uso de arames
e apoios, o animal é congelado na posição em que será taxidermizado. Quando ele
estiver rígido e na postura correta, é hora de fazer uma cópia do corpo numa
fôrma de gesso;
4. A partir do molde
de gesso, é feito outro molde de resina. Ele será empregado na fundição do
manequim de poliuretano. Se necessário, o taxidermista esculpe detalhes finais
na peça, que será vestida com a pele depois;
5. Paralelamente à
fabricação do manequim, é feita a retirada da pele, única parte aproveitada -
órgãos e carcaça são descartados. Retirado o couro, ele é curtido em banhos
ácidos que dissolvem resquícios de sujeira e gordura, evitando que apodreça;
6. O passo seguinte é
a retirada da endoderme, uma fina membrana interna colada à pele. Feito isso, o
couro é banhado com um produto químico preservativo e é engraxado para ganhar
flexibilidade;
7. Olhos, nariz,
orelhas, boca, língua e até a cauda são “falsos”. Os olhos são feitos de vidro,
a cauda, de poliuretano flexível, e as orelhas, nariz e língua, de plástico
poliestireno. Todas essas próteses são fixadas no manequim antes da pele;
8. A etapa final é vestir
o manequim com a pele. Ela é encaixada e fixada com uma cola especial. Depois,
é costurada. Os pontos são dados em locais de difícil visualização, como na
parte inferior da barriga, para que o bicho pareça o mais real possível.
Referências
CARDOSO, T. A. L.; et al.
Taxidermia de aves para a coleção didática da disciplina zoologia. X ENCONTRO
DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA, UFPB - PRG. Resumo.UFPB: Universidade Federal da
Paraíba, 2007.
MARTE, F.; PE’QUIGNOT, A.; ENDT, D. W. V. ARSENIC IN TAXIDERMY
COLLECTIONS: HISTORY, DETECTION, AND MANAGEMENT. Collection Forum; 21(1–2):
143–150, 2006.
ROCHA, E. V. O ENSINO DA EDUCAÇÃO
AMBIENTAL COM O AUXÍLIO DE ANIMAIS TAXIDERMIZADOS.Revista da Católica,
Uberlândia, v. 1, n. 1, p. 201-211, 2009.
RODRIGUES, R. T. S. et al.Museu
itinerante de anatomia animal: um incentivo ao desenvolvimento da educação
social e ambiental. UDESC em Ação,Vol. 2, No 1, 2008. ISSN: 1982-7776
Nenhum comentário:
Postar um comentário